Fonte -> https://www.ccb.pt/evento/conferencia-arquitetura-design-e-artes-a-urgencia-do-futuro/
https://www.fa.ulisboa.pt/index.php/pt/agenda/noticias-2/3279-forum-arquitetura-design-e-artes-a-urgencia-do-futuro
Datas / horários 13 dezembro de 2024 -> 10:00 às 18:00
Auditório do MAC/CCB -> necessita de inscrição
Aparentemente, em condições normais, o Homem não consegue parar de pensar. Aliás, até quando se convence que parou de pensar, pensa nisso mesmo. E em que pensa ele? Pensa naquilo que vê, vendo fundamentalmente aquilo em que pensou. Pensa nele mesmo, confundindo o que quer ser com o que, de facto, é. Estranho não será, pois, que tenha despendido o seu tempo e a sua energia construindo um aparato cénico para se convencer de que o mundo é aquilo que ele desejava que o mundo fosse. Mas, infelizmente, para ele, o mundo não pode ser o que ele desejava que o mundo fosse. E, então, noutra tirada «genial», inventou uma espécie de filtro que lhe permite reconhecer, no cenário da sua existência, o tal mundo desejado. Chamamos a esse filtro, de um modo geral, «Cultura». É aí mesmo, na Cultura, que ele se sente bem. Esta fixa os limites da sua ação sobre o mundo, definindo um universo de possibilidades; fixa, em relação à sua conduta, o que é justo, leal e legítimo; o que é feio e o que é belo; o que ele ousa querer e o que é inadequado (que eventualmente só é inadequado porque pertence, muitas vezes, a Culturas diferentes da sua). Por aí, a Cultura define até, de um modo geral, o sentido da atribuição de valor às ações e às coisas e as determinações da Cultura definem o perfil provável de cada um dos seus membros. Entretanto, na linha da frente dos instrumentos da Cultura, está, claro, a Arquitetura, que é, aliás, o método inventado pelo homem para forjar um cenário digno, uma espécie de reflexo dele-mesmo, onde quem habita esse cenário se reconhece no papel que a sociedade, através da instituição das suas próprias regras, lhe atribui. Com o Design, de resto, passa-se o mesmo. Com as Artes, por seu turno, é a espessura da mente humana, desdobrada em mundos imaginários, que revela a intimidade dos seus desejos e dos seus receios.
Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT — Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do Projeto Estratégico com as referências UIDB/04008/2020 e UIDP/04008/2020.



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