Fonte: Vilas operárias – o controle por meio da moradia https://riomemorias.com.br/memoria/vilas-operarias-o-controle-por-meio-da-moradia/
Neste artigo da Associação Rio Memórias, são apresentadas duas razões para o facto dos Industriais proporcionarem habitação aos funcionários (enquanto proletário(s) – Pessoa, geralmente pertencente às classes sociais mais baixas, que vive apenas do rendimento do seu trabalho manual ou mecânico).
O texto refere-se à segunda metade do século XIX Rio de Janeiro, Brasil.
No contexto da falta de existência de habitação condigna, decretou-se a 30 de outubro de 1875, benefícios fiscais para os industriais, como “uma das maneiras encontradas para solucionar a falta de moradias da população que trabalhava nas fábricas, (…) a construção das vilas operárias”.
Assim, nesta primeira razão, os industriais passaram a ter a possibilidade do controle da vida dos funcionários. Poderiam assim despedir todos os que da sua casa ouvindo o apito para o trabalho não se apresentassem prontamente ao mesmo, para além de pouparem no transporte e até face a baixos salários, promoverem o recrutamento de vários elementos da família para que pudessem suportar o custo desta habitação. Sendo este custo descontado no salário, beneficiavam os governantes e os industriais, mas não os trabalhadores que do seu corpo pagavam duas faturas duma cajadada só, a do investimento público e a do preço dos baixos salários.
“Faltas, greves e contestações aos donos das fábricas geravam a expulsão dos operários que, para morar nas vilas, deveriam ser assíduos no trabalho”.
A segunda razão seria o lucro obtido pelos “empresários ligados à construção civil e que viram, na expansão das fábricas, uma boa oportunidade de lucrar com a construção de vilas para os trabalhadores, em áreas próximas às empresas.
No artigo são ilustrados e identificados exemplos fabris.
Será esta uma explicação deste fenómeno?
Vamos continuar a procurar saber mais sobre o tema.


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